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Já percebemos que a vida está, em
muitos aspectos, mais fácil. As tecnologias ampliam o acesso à novas
experiências que, antes, eram restritas a poucos
privilegiados. Diariamente somos atropelados por um turbilhão de
informações, sempre com novos cenários, novas possibilidades, nos convidando
e até nos obrigando a criar um novo olhar. Tudo é apresentado como novo e
essa é a realidade mais vibrante que podemos usufruir, pois ela proporciona a
percepção da juventude plena, intensa e frenética.
Isso significa que ser jovem agora
é, também, uma realidade dos adultos, aqueles que antes abandonavam a juventude
quando descobriam as responsabilidades que as escolhas exigiam. Hoje, isso
não acontece mais. O aumento na expectativa de vida transformou completamente
esse cenário. Surge, assim, o “jovem adulto”, afinal, agora todos
queremos ser jovens, e fazemos escolhas que sustentam essa condição.
Como ficam, então, os jovens de
idade? Aqueles que ainda não viveram tantas situações e não dispõem de um
grande arsenal de experiência?
Esse é o grande desafio da
atualidade, na qual cinco gerações diferentes precisam conviver, alinhando
valores, costumes e expectativas diversas. Nessa realidade, os principais
atores são justamente os jovens da Geração Y. Eles já percebem que as
consequências de suas escolhas são absolutamente individuais e, por isso,
devem se responsabilizar por cada decisão que tomam, afinal, eles estão
ficando “adultos” também.
Contudo, essa transformação não é
muito simples, pois os “adultos” de hoje persistem em continuar na juventude,
provocando, com essa atitude, um efeito colateral, em que o próprio jovem
adia a sua transição, mantendo o status anterior de adolescência. A principal
consequência para esse cenário é a imaturidade que observamos nos
profissionais.
Falta engajamento com os projetos,
competência técnica e, principalmente, visão estratégica com a própria
carreira, reduzindo as expectativas profissionais a um conjunto de benefícios
financeiros de curto prazo. Isso precisa mudar com urgência, afinal, são os
jovens que devem comandar as transformações do mundo.
Para que isso aconteça, precisamos
que os “jovens adultos” se adaptem à singularidade do momento atual e
transformem-se em mentores, promovendo e permitindo que os mais inexperientes
possam enfrentar seus próprios desafios, ou seja, falhar e aprender com os
seus erros.
Seja um jovem adulto. Isso é sedutor, vibrante e muito recompensador,
mas lembre-se que essa condição traz novas responsabilidades e um novo papel
– o de preparar as novas gerações de jovens.
Fonte:http://www.sidneioliveira.com.br/samba/Artigos/jovens-adultos-uma-transformacao-necessaria.html
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Jovens adultos, uma transformação necessária
Postado por
Kalebe Lemes
/ 10:30 /
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